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Água:

Especialista dá dicas de como melhorar a gestão da água na fazenda


14/05/2019 às 08:42
foto divulgação: Site da cachaça

Agricultores em todo o mundo estão sob pressão para otimizar a eficiência do uso da água. Eles enfrentam desafios como seca, lixiviação, desperdício e dificuldade de acesso a reservas. O Brasil, mesmo sendo uma potência no que se refere à disponibilidade de água em seu território, vem encontrando problemas com a escassez hídrica nos últimos anos.

No entanto, hoje os produtores já podem contar com tecnologias que ajudam na gestão hídrica e colaboram com aumentos significativos de produtividade. É o caso da irrigação por gotejamento, sistema que entrega água e nutrientes na raiz das plantas, melhorando sua eficiência e garantindo safras mais produtivas.

Pensando cada vez mais em agricultura de precisão a Netafim/Amanco, multinacional israelense líder e pioneira em irrigação, desenvolveu o conceito de produtividade da água, buscando retratar a eficiência de cada milímetro no resultado final da colheita.

“A produtividade da água é um método moderno utilizado para mensurar a quantidade de água, em milímetros, aplicado na produção de uma tonelada de qualquer alimento. O cálculo leva em conta a interação de dois fatores muito importantes: a produtividade e o volume de água aplicado pelo agricultor”, explica Cristiano Jannuzzi, Gerente Agronômico Mercosul da Netafim/Amanco.

“Antes falávamos de eficiência de cada sistema, ou seja, quanto de água a irrigação por gotejamento ou os sistemas convencionais entregavam de água às plantas. O que queremos mostrar agora, é o quanto dessa água realmente foi utilizada para produzir o alimento e, qual tecnologia tem a melhor resposta de produtividade”, acrescenta Jannuzzi.

Para isso, a Netafim/Amanco desenvolveu um estudo em diversas áreas produtoras, com diferentes culturas, chegando à conclusão que a irrigação inteligente – que alia gota a gota, com a nutrirrigação – reduz até 50% no consumo da água, e aumenta a produtividade de 100% em alguns casos. Isso significa que a produtividade da água pode ser de 65% a 95% maior neste sistema.

Na Fazenda Unaí (MG), os 84 hectares de soja com irrigação por gotejamento produziram 91 sc/ha, consumindo em média 10,8 mm de água para cada saca entregue. Na área de testemunha a produtividade alcançada foi de 55 sc/ha, com consumo de 18,8 mm por saca, ou seja, mais água e menos produtividade. Assim, é possível concluir que a produtividade da água do sistema gota a gota neste cenário foi de 74% mais eficiente, frente a testemunha, uma vez que consumiu 8 mm a menos por saca e produziu 65% a mais.

Outra fazenda observada foi a Tabapuã Pirineus, em Cocalzinho de Goiás (GO), que produz milho em 25 hectares e obteve os seguintes resultados: produtividade de 300 sc/ha e uso de 1,66 mm de água para cada saca produzida no gotejamento. Já na testemunha a produção foi de 160 sc/ha com consumo de 3,25 mm para cada 60/kg do cereal. Como conclusão temos que a produtividade da água no gotejo foi 96% superior ao método tradicional, já que o sistema utilizou 1,59 mm menos para produzir a mesma saca, ao mesmo tempo que o incremento da produtividade foi de 88%.

“Com o estudo percebemos que de maneira geral, os métodos inteligentes de irrigação, sobretudo os que envolvem controle, monitoramento e precisão, são o futuro da agricultura, pois aliam produtividade elevada e atividade sustentável”, concluí o gerente agronômico.

 



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