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O agronegócio pode movimentar um trilhão de dólares em 2024.


29/11/2018 às 05:52
José Luiz Tejon Megido

Movimentar um trilhão de dólares no agronegócio em 2024? Por que não?

Sim, um trilhão. Poderíamos movimentar esse valor no agronegócio em 2024, no início do governo posterior a este que iniciará em janeiro de 2019.

Imagine em 2024, um novo governo, e só do PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio computaríamos um trilhão de dólares. Seria uma injeção de cerca de 25% em cima do PIB total do país hoje, um pouco mais do que dois trilhões de dólares no total.

Mas, quanto o agronegócio movimenta hoje? Depende da taxa do dólar; cerca de 500 bilhões de dólares/ano. Então, como dobrar isso em quatro anos?

Só será possível com um planejamento integrado de agronegócio. Isso significa convocar a agroindústria, o comércio, os serviços, além dos produtores rurais e suas cooperativas para um plano, em que sem agregação de valor jamais conseguiríamos.

Precisaríamos ter marcas, vender produtos agroindustrializados, vender serviços, ter o turismo agro ambiental hightech, bebidas, algodão e seda com grife assinada por Gisele Bündchen. Frutas, hortaliças, pescado...sem perder o que já conquistamos.

Precisamos de um planejamento estratégico e de um plano de marketing. “Mas seria possível?” Toda vez que alguém me diz ser algo impossível, mais eu creio na sua possibilidade.

Dobrar o agribusiness brasileiro e injetar 25% bruto no total do PIB do país, e com isso representar em torno de 6,5% do movimento planetário do agribusiness, calculado em torno de 15 trilhões de dólares? Eu creio, até porquê, não existirá outro caminho para fazer o país voltar a crescer.

Ministra Tereza Cristina, desde já, articule a indústria, o comércio e o serviço, pois os produtores rurais estão prontos, basta dar as condições e a segurança de mercado com inteligência tributária e velocidade legal.

Ministra, crie desde agora o Ministério do Agronegócio.

E o governo? Ele que siga a sociedade empreendedora organizada!

 

José Luiz Tejon Megido é membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM.

 



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