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Entrevista com Genésio Lemos Couto


23/07/2013 às 17:04
Imagem Genesio Couto

No início de julho, o diretor de Pessoas e Sustentabilidade da Odebrecht Agroindustrial, Genésio Lemos Couto concedeu entrevista a agência UDOP onde falou sobre a carreira profissional, que já completa 25 anos como colaborador do Grupo Odebrecht. Neste período, esteve por 16 anos no exterior como diretor de administração e finanças e diretor de pessoas e organização da companhia.

 

O diretor falou sobre a filosofia de trabalho da Odebrecht Agroindustrial. Neste mês, a empresa, que produz e comercializa etanol, açúcar e bioeletricidade, completou seis anos. São nove unidades divididas em polos nos Estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Genésio Lemos Couto destacou ainda os programas de capacitação profissional que estimulam seus colaboradores e a comunidade, o que tem trazido grande desenvolvimento profissional e para a sociedade.

 

Os investimentos na qualificação profissional do grupo somam mais de R$ 5 milhões ao ano. O diretor de Pessoas destaca ainda que ao todo mais de 700 mil horas de capacitação já foram oferecidas pelo grupo aos integrantes (colaboradores) da empresa, destacando também a parceria com a UniUDOP - Universidade Corporativa da UDOP, no processo de formação profissional. Confira a entrevista:

 

UDOP: Hoje, a Odebrecht Agroindustrial possui um efetivo de mais de 17 mil profissionais. Quais são os programas de qualificação de mão de obra que a companhia possui?

 

Genésio Couto: Nós temos hoje 17 mil integrantes. Aqui, nós não usamos o termo "funcionário" porque a filosofia da empresa é diferente. Toda a colheita é 100% mecanizada e nós temos cinco eixos de carreira. A cada safra, gastamos R$ 5 milhões só com qualificação. Só para a área agrícola e industrial, são 35 programas de qualificação; 15 deles voltados só para a Odebrecht Agroindustrial.

 

UDOP: O que motivou a companhia a investir em treinamento de pessoal?

 

Genésio Couto: A Odebrecht Agroindustrial investe muito em qualificação porque faz parte da política da empresa identificar talentos. Queremos que esse integrante cresça aqui dentro e que venha trabalhar motivado. Isso também supre uma necessidade da companhia de encontrar mão de obra especializada, já que estamos 100% mecanizados.

UDOP: O que é mais importante hoje: oferecer carreira ou remuneração?

Genésio Couto: Sem dúvida nenhuma, o mais importante é oferecer carreira, a possibilidade do integrante crescer. A remuneração quem regula é o mercado. Quem não oferece uma boa remuneração, não consegue formar uma equipe, manter a mão de obra. Com a possibilidade de formar carreira, a pessoa vem trabalhar motivada e é esse empenho e disposição que nós queremos.

UDOP: Um dos grandes desafios é transformar o cortador de cana em operador de colhedora, treinando-o em equipamentos modernos e que exigem um grau de cuidado e conhecimento que ele nunca precisou ter?

Genésio Couto: O processo de mecanização e qualificação destes profissionais foi um desafio imenso porque esses profissionais trabalhavam com facões que custavam R$ 300,00 e passaram a operar máquinas caríssimas. Então, foi muito difícil formar esses integrantes. Nós tivemos que buscar mão de obra feminina em supermercados, no comércio. A delicadeza e o cuidado feminino são necessários nessa função. Hoje, as mulheres representam 17% do efetivo da companhia.

UDOP: Ouvimos muito que a Odebrecht não faz apenas açúcar, etanol e energia elétrica, mas também empresários e líderes. Por que essa preocupação?

Genésio Couto: Essa é a filosofia de trabalho da empresa. Nós queremos mesmo formar líderes, pessoas que saibam ouvir os liderados, passar conhecimento e convencer. Essas pessoas são treinadas para isso, até porque muitas frentes de trabalho estão a 50, 60 quilômetros das unidades e esses líderes precisam gerenciar todo o pessoal que está lá. É também uma motivação para os integrantes.

UDOP: Falando um pouco sobre o atual momento de crise vivido pelo setor, você acredita que a Odebrecht está preparada para vencer este momento e ainda sair fortalecida da crise?

Genésio Couto: Acredito sim porque nós não esperamos resultados a curto prazo. O nosso planejamento é pensando no futuro, a longo prazo. Por isso, nós investimos mais de R$ 9 bilhões de reais nesses seis anos de empresa.

UDOP: A expertise do grupo, já tradicional em outros segmentos como o da construção civil, para citar apenas um, auxilia-os no processo de retomada da competitividade dos negócios com bioenergia?

Genésio Couto: Com certeza. Nós temos uma grande experiência no setor da construção civil e já passamos por diferentes cenários econômicos. Acredito que a nossa vivência, o nosso conhecimento, nos ajuda nesse processo.

UDOP: Dentre os investimentos em capacitação profissional da Odebrecht temos o destaque para a formação de turmas de pós-graduação In Company em parceria com a UniUDOP em diferentes polos. Esta parceria é estratégica para o grupo?

Genésio Couto: É sim. Os cursos oferecidos pela UDOP são estratégicos porque, às vezes, a entidade consegue ter uma visão mais ampla do setor e perceber as necessidades antes da gente, que está focado na companhia. Então, essa parceria é fundamental para a troca de informações e atualização do nosso quadro de pessoal.

 

Fonte: Agência UDOP de Notícias

 



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