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Entrevista com Murilo Zauith


07/10/2012 às 17:12
Divulgação

Com a experiência de quem já foi deputado estadual, deputado federal e vice-governador de Mato Grosso do Sul, Murilo Zauith administra Dourados e tem um arrojado projeto para o município, transformá-lo em polo de empresas prestadoras de serviço e fornecedoras para as usinas sucroenergéticas do estado, ao molde do que ocorreu em Sertãozinho, no interior de São Paulo. Nesta entrevista exclusiva a Cana S.A. ele faz um balanço do Canasul, que foi recentemente realizado no município, fala sobre o projeto de desenvolvimento, das dificuldades para implementá-lo e ainda da perspectiva em um futuro próximo para a cidade.

 

Cana S.A. – Qual é o balanço feito pela prefeitura do Canasul em Dourados? Atendeu as expectativas?

Murilo Zauith – Dividimos a Canasul em três áreas: rodada de negócios, feira e palestras. A feira contou com 20 empresas tanto do Mato Grosso do Sul quanto de outros estados, o que proporcionou uma maior visibilidade ao setor sucroenergético estadual. A expectativa era movimentar em negócios pelo menos R$ 5 milhões, contudo houve uma superação e alcançamos a marca de R$ 8 milhões.Outra questão que nos surpreendeu foi com relação à participação de empresários, universitários e comunidade em geral nas palestras oferecidas, em que o objetivo era apresentar o que é o setor e sua potencialidade. Acredito que alcançamos a finalidade e fornecemos mais informações sobre o setor para a população.

 

Cana S.A. –  O fato do evento ter superando em movimentação financeira o previsto inicialmente é um indicativo do quanto o setor já é forte na cidade?

Murilo Zauith – A cadeia pode ser classificada em dois segmentos, empresas de atendimento direto e o indireto. Contamos com 16 usinas instaladas no entorno do município e região sul do Estado, o que representa o atendimento direto já consolidado. O foco da prefeitura agora é consolidar Dourados como polo de prestação de serviço que atenda o setor sucroenergético, mas não só na região e sim em todo Mato Grosso do Sul. Este fortalecimento sem dúvida vai movimentar ainda mais toda a cadeia.

 

Cana S.A. –  A realização do Canasul em Dourados é mais um passo para viabilizar o projeto de transformar o município em um polo de prestação de serviços e fornecedores para as usinas?

Murilo Zauith – Sem dúvida o Canasul foi uma das etapas do projeto de transformação do município em um polo de serviços, porque contribuiu para que o setor sucroenergético, existente em Dourados, seja conhecido aqui e em outros estados. Mas a mudança exige outras ações como a que vamos começar em janeiro que é a qualificação das empresas prestadoras de serviço. 

 

Cana S.A. –  Como o município pretende estimular ainda mais esse processo?

Murilo Zauith – Um grande problema encontrado é a falta de mão de obra, assim nosso trabalho também será voltado para a qualificação daqueles que vão atuar no setor. Com apoio de parceiros vamos fomentar a preparação de mão de obra oferecendo, por exemplo, MBA voltado para o setor, entre outras qualificações que o estruturem ainda mais.

 

Cana S.A. –  Quais as próximas etapas?

Murilo Zauith – A próxima etapa será o trabalho com as empresas de prestação de serviço que vamos começar em janeiro de 2012. Inicialmente devem participar pelo menos 50 empresas que precisam se estruturar para atender, em nível de qualidade e excelência, o que o setor sucroenergético exige. Será um trabalho longo com duração de até um ano e não será um simples curso, mas uma qualificação dentro da própria empresa.

 

Cana S.A. –  Quais os desafios que ainda tem de ser superados na viabilização do projeto?

Murilo Zauith – O primeiro é institucionalizar o programa e assim mobilizar parceiros que o viabilizem financeiramente, gerenciem e executem as ações. O segundo é a adaptação dos empresários ao novo segmento. É possível que futuramente não sejam tão receptíveis ao projeto e encontremos resistência, porque às vezes, o empresário compra a ideia e depois desiste no meio do caminho. Desta forma nosso desafio é a permanência do empresário ao longo de todas as etapas.

 

Cana S.A. –  Em 2012, MS deve receber uma nova edição da Feicana/Feibio. O evento deverá ser realizado em Dourados, que já está se transformando na capital sul-mato-grossense da cana? 

Murilo Zauith – Existe sim a possibilidade, contudo nada oficial. Dourados apresenta o tripé necessário que é a existência de usinas instaladas na região, fornecedores e comunidade, sem contar os parceiros que podem investir. O plano até então é promover o Canasul 2012 com estrutura bem maior que a deste ano e apoio de parceiros estaduais e das cidades de Ribeirão Preto (SP) e Sertãozinho (SP). A partir do Canasul inserimos o município no cenário nacional.



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