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Entrevista com Simone Nassar Tebet


22/02/2012 às 09:50
Divulgação

Simone Nassar Tebet, ou simplesmente Simone Tebet, é filha do ex-senador e ex-presidente do Congresso Nacional, Ramez Tebet, que faleceu em 2006. Advogada e professora, foi deputada estadual, primeira mulher eleita prefeita em Três Lagoas, nos 90 anos de história da cidade, e foi eleita em 2010, como vice-governadora, na chapa de André Puccinelli, que foi reeleito.

Nesta entrevista ao Canal da Cana ela fala sobre os desafios para promover o desenvolvimento econômico do Estado, do trabalho que já vem sendo feito pelo governo sul-mato-grossense neste sentido e das potencialidades do estado em vários segmentos. 
 
Canal da Cana – No período em que a senhora foi prefeita de Três Lagoas tem um trabalho com excelentes resultados focado na industrialização do município. Vários grandes empreendimentos se instalaram na cidade, mudando a base econômica local. Como fazer este mesmo trabalho agora em âmbito estadual?
 Simone Tebet – Esse trabalho já vem sendo realizado pelo governador André Puccinelli nestes cinco anos de governo. Estou aqui para contribuir, com a experiência acumulada no período em que fui prefeita de Três Lagoas no sentido de dinamizá-lo ainda mais. Além do agronegócio e da industrialização estamos trabalhando também no sentido de fortalecer o setor terciário, através do comércio e da área de serviços. Desse modo, dinamizando a economia sul-mato-grossense como um todo, teremos reflexos no aumento do Produto Interno Bruto (PIB), da arrecadação de impostos e da geração de empregos, se criando um círculo virtuoso de desenvolvimento. 

Canal da Cana. – Neste processo, o Estado deve focar sobretudo no seu potencial do agronegócio. 
Agregando valor aos produtos primários que são produzidos aqui ou trabalhar pela diversificação, atraindo vários tipos de empreendimentos?
 Simone Tebet – Mato Grosso do Sul não pode e não deve abrir mão do imenso potencial que tem no agronegócio. A vocação natural do estado é para o agronegócio. Mas investir, estimular esse setor, não significa renegar, deixar em segundo planos outros, que são tão importantes quanto ele para promover o desenvolvimento. Então, ao mesmo tempo em que se tem políticas públicas para fomentar ainda mais a agricultura e a pecuária, temos também um trabalho que vem sendo muito bem feito para atrairmos indústrias para transformar esses produtos primários, para agregar valor, e não vender apenas a commoditie, mas produtos acabados ou semi-acabados. Dessa maneira, a remuneração do produtor aumenta, geramos emprego e arrecadação no estado e fazemos circular esse capital no próprio estado, beneficiando outros segmentos. 

Canal da Cana. – Quais setores em sua opinião despontam com maiores oportunidades de crescimento no Estado?
Simone Tebet – Mato Grosso do Sul tem uma grande ferramenta para promover seu desenvolvimento de maneira planejada, estudada, o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE-MS), que foi feito pelo governo do Estado, e que aponta as potencialidades de cada região, de cada município do Estado. Graças a esse instrumento temos condições de dizer, antes de sua implantação, se determinado empreendimento é viável ou não, dependendo da região em que ele pretende se instalar. Desse modo, temos vários setores que despontam com grande potencial. O sucroenergético, por exemplo, na região Sul do estado, onde estão instaladas a maior parte das nossas usinas e onde já existe uma boa infraestrutura para a exportação dos produtos.  Já na região Leste, em razão da demanda das grandes empresas de papel celulose está havendo um crescimento expressivo do setor de florestas plantadas. No Norte, temos o potencial para as indústrias de cerâmica, no Sudoeste, as jazidas de calcário e o turismo, assim como no caso do Pantanal.  O potencial é imenso em vários setores.

Canal da Cana – Como a senhora avalia o crescimento do setor sucroenergético do Estado nos últimos anos?
Simone Tebet – O setor vem crescendo no estado aproveitando uma conjuntura de fatores favoráveis, tanto que saltou de 14 usinas quando o governador André assumiu para 23 este ano. É um crescimento expressivo e vem ocorrendo graças ao apoio e incentivo que o governo vem dando para os novos projetos e as próprias características do Estado, que são altamente atrativas paras as empresas do setor, como, por exemplo, solo, clima e topografia para o plantio da cana, boa logística para o escoamento da safra e proximidade dos grandes centros consumidores do eixo Rio-São Paulo. O setor é estratégico para promover a diversificação da base econômica do Estado, e como tal, deve crescer ainda mais nos próximos anos, fazendo com que Mato Grosso do Sul chegue as primeiras posições entre os maiores produtores de cana-de-açúcar, etanol e açúcar do País.

Canal da Cana. – Mato Grosso do Sul é apontado junto com Goiás como os dois estados ainda com grande potencial para receber a expansão sucroenergética do País. Até 2020, somente para atender 
a demanda interna por etanol, o Brasil, precisará, segundo especialistas de mais 140 usinas. Como trabalhar para que o estado não perca essa oportunidade impar em sua história?
Simone Tebet – Temos que continuar o trabalho que já vem sendo muito bem feito pelo governador André. Mostrar a potencialidade do Estado e oferecer as condições necessárias para a instalação dos novos empreendimentos. O governo do Estado através de sua política de incentivos fiscais vem assegurando esse ambiente propicio e demonstrando ao setor que eles são bem vindos e podem contribuir muito com o desenvolvimento sul-mato-grossense, gerando empregos e renda. 

Canal da Cana. – Além de criar um ambiente propicio, as grandes empresas quando decidem instalar um empreendimento em um local avaliam muito a questão da logística oferecida. O que o governo do Estado tem feito para melhorar a infraestrutura?
Simone Tebet – Além dos incentivos, o governo através do MS Forte e em parceria com o governo federal e nossa bancada tem feito diversos investimentos para melhorar a nossa infraestrutura de transporte em todos os seus modais. O governo entende que a logística é fundamental para que as empresas do Estado consigam colocar com preços competitivos seus produtos no mercado. 


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