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Minas precisa valorizar suas vocações e atrair os “centros” de decisão.


31/05/2016 às 14:04
Mário Campos

O presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (SIAMIG), Mário Campos, é economista e deu entrevista ao Jornal de Uberaba na Edição Especial de comemoração ao “Dia da Indústria” no mês de maio. Ele ressaltou a vocação estadual para as energias renováveis e necessidade do estado focar na industrialização de seus produtos, além de buscar atrair os centros de decisão empresarial, hoje muito concentrados em São Paulo.

 

JU - Como presidente de uma associação de produtores de energia renovável, em que situação, de modo geral, se encontra essa indústria em Minas Gerais? 

 Mário Campos – Minas Gerais é um dos estados mais importantes na produção de energia renovável, é o terceiro do país na produção de etanol, um dos mais importantes na geração de energia elétrica da biomassa (bagaço de cana); um dos maiores em hidroeletricidade e também solar. Mas é fundamental que esses setores contem com políticas públicas de incentivo ao seu crescimento  e que o governo busque a atração das empresas produtoras bem como toda a cadeia de fornecedores de equipamentos e serviços.  Nesse sentido é fundamental o trabalho do Sebrae-Minas para desenvolvimento e suporte das micro e pequenas empresas, além do grande trabalho desenvolvido pela FIEMG em prol da indústria mineira. Recentemente, a FIEMG lançou o PCIR - Projeto de Competitividade Industrial Regional, que identifica o mapa industrial de vocação de cada região no estado estabelecendo uma série de ações para desenvolver a indústria no Estado.


JU - Mas como driblar e superar essa crise que abate a economia nacional?

Mário Campos - Assim como a indústria nacional, a mineira passa por um momento delicado, pois tem vocação de trabalhar com commodities, como mineração, siderurgia, produtos agrícolas onde os preços têm passado por graves quedas. Mas uma das saídas é buscar soluções adequadas às realidades regionais, como no Norte que precisa de maior geração de empregos e melhoria educacional, e o Sul e outras regiões no estado de maior agregação de valor aos produtos. Minas é um  grande produtor de cana, grãos, café, leite,  carnes de modo geral e  precisa intensificar a busca de agroindústrias para processamento dos produtos, focar na industrialização, na agregação de valor de nossos produtos agrícolas. Além disso, o governo precisa atrair a sede das empesas, sejam nacionais ou estrangeiras, ou seja, os seus centros de decisão, a fim de gerar também um emprego industrial mais qualificado e de melhor remuneração. 

JU - Como está o setor sucroenergético em meio a  essa crise econômica?

Mário Campos - Após cinco anos de grandes dificuldades, que levou ao fechamento de várias usinas no país (nove em Minas Gerais)  o setor passa por um momento melhor, devido a maior  competitividade do açúcar no mercado internacional  e perspectiva de introdução no país de uma agenda ambiental que possibilite a indução de uma maior produção de etanol, diante das metas lançadas pelo governo federal na COP 21, em Paris. O setor conta também com uma  espetacular característica de gerar desenvolvimento em cidades pequenas e médias, e com a mecanização em todas as atividades do campo e automação da indústria, se tornou  mais moderno e eficiente com necessidade de qualificação gerando melhorias no ambiente do trabalho.

 

Fonte: Jornal de Uberaba 



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