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ROBERTO HOLLANDA FILHO, PRESIDENTE DA BIOSUL


10/02/2014 às 21:59
Biosul

A entrevista da edição de Dezembro é como Sr. Roberto Hollanda Filho, natural do recife. Hollanda, é administrador de empresas comespecialização em marketing, entrou para o setor há 10 anos como secretário executivo da Associação Brasileira da Indústria de Álcool(Alco). Após três anos de atuaçãona entidade, foi eleito presidente,até ser convidado em 2008, Paraassumir o Sindicato das Indústriasde Álcool no Estado do Mato Grossodo Sul (Sindal), já com a missão de desenvolver uma nova entidade. A criação da entidade já vinha sendo discutida desde setembro de 2008, e em janeirode 2009, nasceu a Associaçãodos Produtores de Bioenergiade Mato Grosso do Sul (Biosul),que além do Sindal congrega o Sindicato das Indústrias de Açucar e Álcool (Sindaçucar) e o Sindicatodos Trabalhadores na Indústriae Comércio de Energia (Sinergia).A Biosul foi criada em 2009, a ideia foi profissionalizara representação institucionalno Estado, temos todos os sindicatos de açúcar, álcool e etanol em um só lugar, o modelo associativista é um modelo mais moderno, e a Biossul congrega o sindicato de açúcar,etanol e da bioeletricidade numa associação com modelo mais moderno, são 24 unidades sendo atendidas pela Biosul.A Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grossodo Sul (Biosul) tem mais de 30 projetos em desenvolvimentos, atendendo as mais diversas áreasda indústria da cana. Cana S.A. - Qual a infl uência e a importância que a Biosul proporciona aos produtores regionais(MS), em relação ao cenárionacional de Bioenergia? Roberto Hollanda Filho- A Biosul auxilia as unidades naprodução e colheita da cana-de-açucar, através de estudos de melhorias, sempre levando em consideração que, as questões climáticas influenciam o resultado da produção, então, mesmo que tenhamos tudo planejado, existem contratempos como a geada que ocorreu no mês de agosto desse ano. Cana S.A. - Como a Biosul avalia as feiras e os eventos existentes no cenário sucroenergético tanto no foco estadual como nacional, e de que forma elas contribuem para o desenvolvimento do setor? Roberto Hollanda Filho- É importante haver essa troca entre a sociedade, como em todos os lugares do Brasil, o Mato Grosso do Sul, não foge da importância das feiras e da mostra de tecnologias referentes a área. Cana S.A. – Com relação ao âmbito nacional, o Mato Grossodo Sul está dentro do esperado em questão de produção?Roberto Hollanda Filho- Sim, nós somos hoje o 5º maior Estado, produtor de Cana-de--açucar do Brasil, e o 4º maior produtor de Etanol. Os momentos de mercado influenciam na valorização do açúcar ou etanol, sendo o Estado mais voltado 70% para produção de Etanol, porém ainda mantendo produção de açúcar, pois um produto complementa o outro. Cana S.A. - Como o Biosul incentiva os produtores no desenvolvimento sustentável? Roberto Hollanda Filho- O nosso setor é altamente sustentável, primeiro porque os nossos produtos são limpos. O etanol emite 89% menos CO² que a gasolina, a bioeletricidade, hoje a gente exporta o suficiente para economizar e abastecer todo o consumo residencial do Estado do Mato Grosso do Sul, é considerado ainda mais limpo do que energia hidrelétrica. Nós somos sustentáveis por essência, a chegada do nosso setor nas cidadesdo interior, traz benefícios sociais incríveis, a renda dos municípios aumenta, a riqueza distribuída nos municípios aumenta a geração de empregos também, então, isso tudo, porque a sustentabilidade é um tripé econômico, social e ambiental. Somos econômicos porque geramos riquezas, somos sociais porque geramos empregos de boa qualidade, temos a melhor média salarial da agricultura, da indústria, emprego tecnificado. Nossos produtos são absolutamente verdes, por assim dizer, e a nossa cultura também, é uma cultura como todas as outras altamente monitoradas, estamos quase que eliminando a queima da cana, o Mato Grosso do Sul é o Estado mais avançado nesse processo de substituição do processo de colheita, a nossa exploração tem se dado prioritariamente em areas degradadas, em áreas de pastagem, onde você converte uma terra degradada em uma terra produtiva, você tem fotossíntese, todo um benefício de ocupar uma terra que estava sem ser aproveitada, com agricultura que traz, microbiologia, fixação de nitrogênio, sequestro de CO² por causa da fotossíntese, e várias outras, nosso setor é sim sustentável. Cana S.A. – Como as industrias são na maioria no interior do Estado, onde as pessoas não tem oportunidade de se qualificar, como a Biosul incentiva esses moradores para o trabalho? Roberto Hollanda Filho- O interior do Estado é uma surpresa muito boa, bem tecnificado, mas evidentemente quequalificação é um desafio, e é um dos pilares da Biosul, graças a Deus conseguimos qualificar e requalificar pessoas. Fizemos agora um convênio com o Ministériodo Desenvolvimento da Indústria e Comércio, para qualificar pessoas no âmbito do programa Pronatec, serão cerca de 1700 pessoas, em uma primeira fase, e na segunda fase ainda no ano que vem, serão 2 a 3 mil pessoas, então estamos nos esforçando para requalificar pessoas na indústria e nos empregos que o setor gera. Aproveitando essas mãos de obra que saiam do corte manual da cana, para que elas não ficassem sem empregos e pudessem assumir funções em outras áreas do nosso setor. Cana S.A. – Como a Biosul vê o crescimento das empresas do Estado do Mato Grosso do Sul nos útlimos 4 anos? Roberto Hollanda Filho- Hoje decididamente o Centro-Oeste é uma das novas fronteiras da bioenergia do Brasil, somos a região que mais cresce e acredito que estamos trazendo desenvolvimento e esperamos continuar assim. Cana S.A. – O Mato Grossodo Sul é a 5ª maior produção de cana, quais são os outros Estados mais fortes? Roberto Hollanda Filho– São Paulo, Goiás, Minas e Paraná, são os Estados mais fortes. Cana S.A. - Na competição Etanol e Gasolina sabemos que a participação do governo é fundamental, através da diminuição da taxas e das políticas de incentivos. Qual a opiniãoque a Biosul tem em relação às estas medidas, e se existe alguma novidade anunciada que venha abeneficiar o mercado de 2014? Roberto Hollanda Filho- Existe uma política tributaria no âmbito nacional, toda uma reforma de Estado em andamento, sendo uma questão muito mais macro e nacional, que ainda está sendo discutida, no sentido Federal, porém o Governo do Estado fazu ma questão de incentivo fiscal para o setor, que compensa essa carga tributária para o produtor, então o Estado tem uma política diferenciada que tem trazido muito investimento, tornando o Estado cada vez mais produtivo. Cana S.A. - Segundo os dados recente da União da Indústriade Cana-de-açúcar – UNICA, O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil totalizou 31,17 milhões de toneladas nos primeiros 15 dias de outubro,17,95% abaixo do montante registrado na mesma quinzena do ano anterior. Roberto Hollanda Filho– Foi baixa por questões climáticas,1 milhão e 700 mil foia produção da primeira quinzena de outubro, muito abaixo do valor alcançado no ano passado que foi de 2 milhões e 300 mil. Cana S.A. - Segundo a UNICAo recuo se deve as chuvas que novamente atingiram tradicionais áreas canavieiras, prejudicando a operacionalização da colheita. Além de diminuir a moagem, o excesso de chuvas também reduziu consideravelmente a concentração de açúcares na planta. Roberto Hollanda Filho- O clima afeta qualquer cultura agrícola, e tem afetado o Estado, nas últimas 4 safras, o setor tem passado por um problema climático. O setor está muito abaixo do esperado em comparação com o mesmo período do ano passado, há 4 anos consecutivos nós estamos obtendo uma produção abaixo com relaçãoa questões climáticas. Esse ano por exemplo, tivemos a geada que afetou muito a produção. Com isso a planta acaba sendo colhida antes do prazo correto,deixando de crescer o necessário para uma boa produção. Cana S.A. – Nos últimos4 anos a Biosul tem investido em estudos para acompanhar essa oscilação climática? Roberto Hollanda Filho- Sim, nós investimos muito em produção, mas com o clima não tem muito o que fazer, podemos adaptar variedades, nas regiões onde tem geada, por exemplo, implantamos a variedade precoce, para colher antes da geada, para não perder a produção, é um setor muito ligado a tecnologia, então sempre estamos buscando opções.

 

Flávia Andrade 



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