A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) e a Bioenergia Brasil divulgaram nesta quarta-feira (17) uma nota oficial em resposta ao anúncio do governo dos Estados Unidos sobre a abertura de investigação relacionada às práticas comerciais brasileiras. A medida é vista por especialistas como um passo que pode culminar em novas tarifas sobre produtos brasileiros, o que já preocupa diversos segmentos da economia, inclusive o setor sucroenergético.
Na nota, as entidades destacam a confiança no governo brasileiro e sua atuação diplomática firme na defesa dos interesses nacionais. Segundo a UNICA, o Brasil tem se consolidado como uma referência global em mobilidade de baixo carbono, com políticas energéticas alinhadas aos compromissos assumidos em fóruns internacionais, como o Acordo de Paris.
"O etanol brasileiro, com baixa intensidade de carbono e produção sustentável auditável, é uma das soluções mais eficazes e acessíveis para a descarbonização do setor de transportes", afirmam as entidades, lembrando que desde 2003, com o avanço dos veículos flex e a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, o país evitou a emissão de mais de 730 milhões de toneladas de CO₂ equivalente — volume semelhante às emissões anuais da Indonésia, oitava maior emissora do mundo.
As entidades também ressaltam o papel socioeconômico do setor sucroenergético, que gera empregos e renda em mais de mil municípios brasileiros, além de ser um agente ativo na transição energética global. Diante da possibilidade de sanções ou medidas restritivas por parte dos EUA, UNICA e Bioenergia Brasil afirmam que o comércio bilateral entre os dois países precisa ser preservado e fortalecido, e que o etanol é exemplo claro de cooperação benéfica para ambas as economias e para o clima global.
Ao final, reafirmam confiança de que o governo brasileiro conduzirá o processo com responsabilidade e equilíbrio, defendendo os ativos estratégicos do país.
Nota à imprensa — UNICA e Bioenergia Brasil
Diante do anúncio do governo dos Estados Unidos sobre a abertura de investigação relacionada às práticas comerciais do Brasil, a Bioenergia Brasil e a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) reforçam sua confiança no governo brasileiro, que tem demonstrado firmeza, altivez e competência diplomática na defesa dos interesses nacionais, especialmente em setores estratégicos como os biocombustíveis.
O Brasil é referência internacional em mobilidade de baixo carbono. Programas estruturantes como o RenovaBio, o Combustível do Futuro e o Mover demonstram a coerência entre a política energética nacional e os compromissos assumidos pelo país em fóruns multilaterais — especialmente sua adesão ativa ao Acordo de Paris — e reforçam o comprometimento do setor com o desmatamento zero. A escolha do Brasil como sede da COP30 é um reconhecimento concreto desse protagonismo.
O etanol brasileiro, de baixa intensidade de carbono e em conformidade com critérios robustos e auditáveis de sustentabilidade, representa uma das soluções mais eficazes e acessíveis para a descarbonização dos transportes, atendendo às mais rigorosas exigências ambientais e regulatórias nacionais e a padrões globais de certificação.
Desde 2003, com o lançamento dos veículos flex, a combinação entre o uso de etanol hidratado e a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina evitou a emissão de mais de 730 milhões de toneladas de CO₂ equivalente — volume similar ao das emissões anuais totais da Indonésia, a oitava maior emissora do mundo.
Além de sua contribuição ambiental, o setor sucroenergético gera empregos, renda e desenvolvimento regional em mais de mil municípios, sendo peça-chave na transição energética e na economia verde brasileira. Sua relevância social, econômica e ambiental deve ser reconhecida e protegida.
A Bioenergia Brasil e a UNICA reafirmam sua confiança de que o governo brasileiro seguirá conduzindo esse processo com responsabilidade, em defesa dos ativos estratégicos do país. O comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos, historicamente construído sobre bases de respeito mútuo, precisa ser preservado e fortalecido. Nesse contexto, o etanol é exemplo claro de como uma agenda conjunta pode beneficiar economias, pessoas e o clima global.












